06 junho 2008

A minha menininha e a menininha do Zé Preto.
Que chuchuzinhas!!!

Por que mais perto?

Por quê?
Pela distância.
Acho necessária uma reaproximação de pessoas importantes nesse momento.
Engraçado, tenho andado pensativa, talvez até um pouco melancólica.
Ontem Rosina e Célia foram à minha casa,ia a Bukowitz, não foi e me ligou hoje,mas não me encontrou. Eu estava vivenciando outra arte do encontro com Marcelinha e André-Uhu-Nova-Iguaçu, um até logo e um aniversário. Só com eles, não! Com uma boníssima parte da Gerência de Educação da Ferremê. Divertidíssimo! Muita comida chinesa, muita risada, uma delícia!!! Acho que a Marcelinha e eu ainda iremos fazer outra coisa comum, deve estar escrito. É muita perseguição e ainda temos muitas novidades pela frente!!!

Voltando às meninas do Altivoz na minha casa...
Quanto tempo... Viram minha Bianca, fofocamos como se o tempo não tivesse passado.
Passou, mas deixou restos sólidos.
Passou, e agora vemos o que dá para fazer com vários amigos que quase não se vêem mais. Dá para jogar muita conversa fora. Dá para vivenciar amizades que se afastaram - sabe-se lá por que. Dá, também, para fazer comidinhas e bebidinhas e bancar a dona-de-casa quase perfeita.
Só não deu para tirar fotos, pois, para variar, esqueci.

Acho que estou me emendando perante os amigos. Aos poucos.
Adoro meus amigos e tenho muita saudade deles.

05 junho 2008


Minha música
Minha música não quer Ser útil Não quer ser moda Não quer estar certa... Minha música não quer Ser bela Não quer ser má Minha música não quer Nascer pronta... Minha música não quer Redimir mágoas Nem dividir águas Não quer traduzir Não quer protestar... Minha música não quer Me pertencer Não quer ser sucesso Não quer ser reflexo Não quer revelar nada... Minha música não quer Ser sujeito Não quer ser história Não quer ser resposta Não quer perguntar... Minha música quer estar Além do gosto Não quer ter rosto Não quer ser cultura... Minha música quer ser De categoria nenhuma Minha música quer Só ser música Minha música Não quer pouco...
Adriana Calcanhoto

Vão-se os dedos...

Pois é, não é bem esse o ditado, mas a verdade é que ultimamente tenho me sentido mais ou menos assim: vão-se os dedos, ficam os anéis.
Por quê? Porque ficou muita música boa para trás, porque comigo ficaram muitas lembranças preciosas, porque além de muitos instrumentos sem percussionistas para tocar, ficou calada uma vontade imensa de contribuir para a divulgação de tanta coisa que eu julgo importante, e que está dentro de mim. Não que eu seja única, longe disso. Eu sou mais uma, dentro de um monte, ou de alguns, sei lá. Simplesmente, vivi algumas coisas e procurei em alguns becos e vielas por onde nem todos passaram, digamos assim.

Minha produção atual mudou mesmo de foco, virou produção de gente. Passar valores, músicas, tradições que valem à pena, sons, gostos e cheiros. Carinhos e abraços. Cores. Muitos, muitos sorrisos... assim, recupera-se um pedaço da mão, quiçá a mão toda.

A vida dá muitas voltas, e tenho certeza de que os dedos e os anéis irão se encontrar, e junto com pulseiras, colares, vozes e tambores, falarão a todos que quiserem entender.

Demorei muito tempo para digerir, confesso que nem mesmo sei se ainda tenho algumas "dores de barriga" de vez em quando mas, à medida que o tempo vai passando, a tendência é melhorar, e qualquer dia é para sempre.

Acho que conseguirei recomeçar a escrever. Torçamos.